Exportação de gado amplia alerta no RN, após problemas no México

A entrada do Rio Grande do Norte no mercado internacional de exportação de bovinos vivos abre uma nova frente comercial para a pecuária do Estado, mas também amplia as exigências sobre vigilância sanitária. A retomada parcial das importações de gado mexicano pelos Estados Unidos, depois de mais de um ano de suspensão provocada pelo avanço da bicheira, mostra como uma ocorrência sanitária pode interromper fluxos comerciais, elevar custos e obrigar governos a reforçar barreiras de controle.
O alerta coincide com a preparação do Porto de Natal para receber operações com animais vivos. O terminal foi habilitado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para esse tipo de movimentação e uma das operações previstas envolve cerca de 3,3 mil bovinos com destino ao Líbano. O governo potiguar pretende ampliar a atividade gradualmente e alcançar até 10% do mercado brasileiro, equivalente a aproximadamente 100 mil animais por ano.
A ampliação coloca no centro da discussão não apenas a capacidade logística do porto, mas a estrutura existente desde as propriedades de origem até o embarque. No Brasil, a exportação de bovinos vivos está submetida a procedimentos definidos pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO), formado pelo Mapa e pelos serviços estaduais de defesa agropecuária.
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