Argelina Imane Khelif está na final do boxe: o que se sabe sobre polêmica de gênero com pugilistas
O boxe feminino na Olimpíada de Paris 2024 está envolvido em uma polêmica sobre a elegibilidade de duas atletas.
A argelina Imane Khelif, de 25 anos, já garantiu pelo menos a medalha de prata, e a taiwanesa Lin Yu-ting, de 28 anos, a de bronze, mas ambas foram desqualificadas do Campeonato Mundial de Boxe do ano passado.
Khelif compete na final do boxe feminino peso meio-médio no sábado (9/8) contra a chinesa Yang Liu. Lin, por sua vez, disputa a semifinal do peso pena na quarta-feira (7/8) contra a turca Esra Yıldız.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) expressou dúvidas sobre a confiabilidade dos testes e sugeriu que a situação pode ser uma “guerra cultural às vezes politicamente motivada”.
A Associação Internacional de Boxe (IBA), responsável pelo Campeonato Mundial de Boxe em 2023, afirmou que as boxeadoras falharam nos testes de elegibilidade de gênero.
A entidade, banida pelo COI em junho de 2023 por acusações de corrupção, falta de transparência e suspeitas de tráfico, não é mais responsável por organizar o evento de boxe nos Jogos Olímpicos (ler mais abaixo).
Na segunda-feira (5/8), em entrevista coletiva, a IBA afirmou sem apresentar provas que as lutadoras apresentaram níveis elevados de testosterona e cariótipo XY, segundo seu presidente Umar Kremlev.
Kremlev declarou que “o boxe feminino está sendo morto” e que os resultados dos exames indicam que elas são homens, destacando a desigualdade que isso representaria no esporte.
A seguir, perguntas e respostas sobre o caso.
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