Pilões: Eleição de 2026 mostra racha no grupo do prefeito Sabino e levanta a pergunta: “há uma nova oposição a caminho?”. Sim, parece!
Em 2022, o grupo político do prefeito Sabino caminhou unido em Pilões na disputa para a Assembleia Legislativa. O candidato apoiado pela gestão, Dr. Bernardo, teve 1.598 votos no município, ou 60,7% dos votos válidos para deputado estadual.
Quatro anos depois, o cenário é outro. A prefeitura apoiou Walter Alves (MDB), que somou 1.261 votos na cidade (47% dos válidos). Ele continuou na frente, mas teve 337 votos a menos que o candidato da gestão em 2022, uma queda de quase 14 pontos percentuais.
A diferença não está só no número. Desta vez, lideranças que antes estavam ao lado do prefeito apoiaram outros candidatos.
A vice-prefeita Simone Paiva e a vereadora Oscarlina apoiaram Kaline de Dr. Bernardo (PV), que teve 435 votos em Pilões (16,2%).
Os vereadores Luiz Aquino e Wagner Ferreira e o empresário Antônio Filho apoiaram Dr. Kerginaldo (PL), que fez 424 votos no município (15,8%).
Somados, os dois grupos tiveram 859 votos, quase um terço (32%) dos votos válidos da cidade. E há um detalhe que pesa: os dois candidatos se elegeram. Kaline teve 61.905 votos no estado e Kerginaldo, 54.165. Walter Alves, o nome da prefeitura, ficou como suplente.
Na prática, os grupos dissidentes saem da eleição com um deputado estadual eleito cada um. A gestão municipal, por sua vez, sai sem representante direto na Assembleia.
Ainda é cedo para falar em oposição organizada. Os grupos apoiaram candidatos diferentes e não há, por enquanto, anúncio de rompimento formal com a gestão. Mas a vice-prefeita, dois vereadores e um empresário seguiram caminhos próprios e tiveram um terço dos votos da cidade. Esse é um movimento que Pilões não via em 2022.
A pergunta que fica para 2028 é se esse racha vai se juntar em uma frente contra o grupo do prefeito Sabino ou se tudo volta ao lugar depois da eleição.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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