Prefeitos pagam pela falha na calculadora do governo federal, e São Fernando vira alvo de críticas, sem nada dever
Município é um dos milhares que não tem arrecadação própria por falta de indústrias e ausência de grandes empresas em seu solo e a renda depende quase que exclusivamente do FPM
Os pequenos municípios brasileiros estão pagando a conta de problemas nos cálculos do Governo Federal que impactam diretamente os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Sem indústrias, grandes empresas ou arrecadação expressiva de ISS, cidades como São Fernando, no Seridó potiguar, dependem fortemente dessas transferências para manter os serviços públicos e cumprir suas obrigações administrativas.
Nesse cenário, o prefeito Genilson vem sendo alvo de críticas de setores da imprensa por problemas que não são exclusivos de sua gestão e precisam ser analisados dentro da realidade financeira dos pequenos municípios. É injusto transformar São Fernando em referência de cobranças sem considerar as dificuldades enfrentadas pelas administrações que dependem do FPM e sofrem com a redução de receitas.
No quarto mandato à frente de São Fernando, Genilson, ex-professor e gestor com experiência administrativa, não deve ter sua trajetória colocada em xeque por críticas descontextualizadas. Se há problemas a corrigir, que sejam apontados com responsabilidade, dados e respeito. Afinal, os prefeitos não podem ser responsabilizados por erros de cálculos que estão fora de seu controle.
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