Presidente da APBMS critica portaria da Polícia Militar e alerta para prejuízos aos policiais

O presidente da APBMS, Sargento Alexandre Cazuza, esteve, nesta semana, na cidade de Currais Novos, onde participou de uma entrevista na rádio Currais Novos FM 90.9, a convite do apresentador e radialista Paulo Roberto. Na ocasião, o presidente abordou os impactos de uma portaria da Polícia Militar que está em vigor há alguns meses e tem gerado preocupação entre os policiais militares do estado.

Durante a entrevista, Alexandre Cazuza destacou que a medida traz restrições que, segundo ele, dificultam não apenas o exercício da profissão, mas também a vida pessoal dos policiais. Um dos pontos mais criticados é a limitação de deslocamento, que impede o policial de se afastar mais de 100 quilômetros da cidade onde trabalha — regra que afeta diretamente aqueles que residem em outras cidades ou até mesmo fora do estado.

Outro aspecto apontado como preocupante pelo presidente é a proibição de doação de sangue durante o dia de serviço. Segundo ele, a medida pode gerar situações extremas e desumanas. “Se um policial estiver de serviço e um companheiro de farda for ferido, ele não poderá sequer doar sangue para ajudar a salvar essa vida”, destacou.

A portaria também prevê que, caso o policial adoeça e apresente atestado médico no dia de serviço, deverá compensar posteriormente as 12 horas de trabalho. Para o presidente da APBMS, a regra levanta questionamentos sobre a condição de saúde do profissional. “E se o policial continuar doente? Como ficará essa situação?”, indagou.

Cazuza reforçou que a corporação deve, sim, agir diante de irregularidades, mas com foco em casos específicos. “Se existe algum policial agindo fora das normas, é preciso investigar e tomar providências. Mas estamos falando de uma minoria, talvez 1% ou 2%. Não se pode generalizar e penalizar toda a tropa”, afirmou.

O presidente ainda alertou que, além desses pontos, existem outras medidas na portaria que seguem a mesma linha de rigidez excessiva. Para ele, esse tipo de norma pode “engessar a instituição” e, ao invés de melhorar, acabar prejudicando o serviço prestado à população.

A APBMS segue acompanhando a situação e reforça seu compromisso com a defesa dos direitos e da dignidade dos policiais militares e bombeiros do Seridó e de todo o estado.

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