Projeto prevê afastamento de policial que causar mortes em confronto no Rio

RIO – Os deputados estaduais votam nesta quarta-feira um projeto de lei que prevê o afastamento de policiais acusados, mais de uma vez, de causar mortes durante confrontos. O agente terá que ficar longe do trabalho nas ruas (cumprindo carga horária em serviços técnicos e internos) por um período mínimo de um ano, além de receber acompanhamento psicológico e ser submetido a reciclagem e capacitação em direitos humanos.




Os policiais do Rio são os que mais matam e os que mais morrem no país. Queremos acabar com essa lógica, criando um protocolo detalhado de ações. Nos Estados Unidos, a polícia mata dez pessoas por ano. Aqui, temos casos de policiais que já participaram de mais de dez mortes em confrontos — afirmou o deputado Carlos Minc (sem partido), autor do projeto.

Apenas no ano passado, 920 pessoas foram mortas pela polícia em confrontos, quase sempre durante operações em favelas. O número representa um aumento de 42% em relação a 2015. Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP), que divulga mensalmente as estatísticas de violência no Estado do Rio.

— Queremos que o projeto de lei reduza a letalidade da polícia em operações. A polícia precisa pautar suas operações com inteligência, para evitar mortes — disse Minc. O projeto torna obrigatória ainda a presença de pelo menos uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) em todas as operações policiais.

O GLOBO

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