Protesto na Paraíba que impede fluxo de rodovia para Caicó: Fiscalização Federal deixou duzentas famílias desempregadas

O protesto de trabalhadores da mineração e moradores da região da Serra do Poção, entre os municípios de Várzea-PB e Ouro Branco-RN, entrou no segundo dia neste sábado (30). A manifestação teve início na sexta-feira (29), quando manifestantes bloquearam a rodovia que liga Várzea ao Distrito Palma, em Caicó, utilizando pneus e outros obstáculos para chamar a atenção das autoridades.

A mobilização foi motivada pelo fechamento de áreas de extração de pedras utilizadas na construção civil após uma operação de fiscalização de órgãos federais. Segundo os trabalhadores, a interdição ocorreu após denúncias relacionadas a supostas condições análogas à escravidão e à falta de segurança no trabalho. Além da paralisação das atividades, proprietários das áreas de exploração teriam sido autuados e multados.

Os manifestantes afirmam que a medida provocou o desemprego imediato de mais de 200 famílias que dependem diretamente da atividade mineradora para sobreviver. Eles alegam que a extração de pedras representa a principal fonte de renda de diversas comunidades de Várzea-PB e Ouro Branco-RN, municípios cuja economia tem forte ligação com o setor mineral.

Durante o protesto, trabalhadores defenderam a necessidade de fiscalização e de melhorias nas condições de trabalho, mas questionaram a paralisação total das atividades. Segundo eles, a regularização das áreas poderia ocorrer sem a interrupção completa da produção, evitando prejuízos para centenas de famílias que ficaram sem renda.

Os manifestantes cobram uma solução urgente por parte das autoridades federais e dos órgãos responsáveis pela fiscalização. A principal reivindicação é que seja encontrada uma alternativa que permita a continuidade das atividades enquanto os proprietários promovem as adequações exigidas pela legislação, preservando os empregos e a renda das famílias que dependem da extração de pedras na região.

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