Setor de combustíveis avalia autoatendimento em postos para reduzir custos

A discussão sobre o fim da escala 6×1 no Brasil já preocupa o setor de combustíveis e pode acelerar mudanças no modelo de operação dos postos. Segundo a Fecombustíveis, a medida deve aumentar os custos com mão de obra e agravar a dificuldade de contratação, especialmente de frentistas.

De acordo com a Fecombustíveis, a mudança na jornada deve elevar os custos com mão de obra, especialmente com a contratação de frentistas, além de agravar a dificuldade já existente de contratação de funcionários.

Atualmente, os postos enfrentam limitações para manter equipes suficientes e garantir o funcionamento dentro do horário mínimo exigido, de segunda a sábado, das 6h às 20h. Com a ampliação das exigências trabalhistas, o setor avalia que será necessário reforçar o quadro de trabalhadores.

Diante desse cenário, a entidade afirma que o autoatendimento passa a ser uma alternativa em análise. O presidente da Fecombustíveis, James Thorp Neto, disse que a federação pode apoiar projetos de lei que autorizam o modelo de self-service no país.

“Se o projeto avançar no Congresso, vamos avaliar a viabilidade de apoio às propostas que permitem o autosserviço nos postos de combustíveis”, afirmou.

Entre os projetos citados estão o PL 5.243/2023, do senador Jaime Bagattoli, e o PL 2.302/2019, do deputado Vinicius Poit.

Hoje, o autoatendimento em postos é proibido no Brasil. Para que o modelo seja adotado, seria necessária a revogação da Lei 9.956/2000, que impede o funcionamento de bombas sem frentistas.

Nos bastidores, representantes do setor avaliam que eventuais mudanças na legislação trabalhista podem acelerar discussões sobre alternativas para reduzir custos e manter a operação dos postos.

PL 5.243/2023

O projeto de lei 5.243/2023, do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), autoriza postos de combustíveis a operar com até 50% das bombas em sistema de autoatendimento, permitindo que o consumidor escolha entre abastecimento com frentista ou por conta própria.

A proposta, em tramitação no Senado, defende que o modelo pode reduzir custos e ajudar a conter o preço dos combustíveis, além de oferecer mais flexibilidade ao consumidor. O autor também argumenta que os equipamentos modernos já são mais seguros e adequados a diferentes tipos de veículos, incluindo híbridos e elétricos.

Atualmente proibido no Brasil por uma lei de 2000, o autoatendimento é adotado em países como Estados Unidos e nações da Europa. O projeto ainda prevê discussão em comissões do Senado antes de eventual avanço legislativo.

Fonte: 98 FM Natal

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