Trechos da sabatina viralizam e um deles tem cobrança de senador sobre os R$ 129 milhões do Master à esposa de Moraes e Messias foge
Durante sabatina no Senado Federal que antecedeu sua derrota na indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o então candidato Jorge Messias foi alvo de uma série de questionamentos por parte de parlamentares, em meio a um clima de tensão e desconfiança.
O senador Cleitinho chamou atenção ao abordar temas sensíveis, como o contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes. O parlamentar também questionou Messias sobre o que pensava a respeito do alto índice de rejeição da sociedade em relação ao STF.
Segundo dados citados durante a sessão, cerca de 70% dos brasileiros afirmariam não confiar na Suprema Corte.
Em resposta, Messias evitou se posicionar, e reiteradamente, afirmou que não poderia emitir juízo de valor sobre casos concretos sem estar na condição de juiz responsável, postura que manteve ao longo de toda a sabatina.
Outro momento de destaque ocorreu quando o senador Magno Malta questionou declarações anteriores do candidato relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Em uma entrevista, Messias afirmou ter solicitado a Alexandre de Moraes a prisão de manifestantes envolvidos nas invasões, além de declarar que discutir anistia para os envolvidos seria “atentar contra a democracia”.
Durante a sabatina, Malta também abordou temas como as penas consideradas severas aplicadas aos condenados, a morte de Clezão – um dos presos pelos atos — e a proximidade de Messias com figuras centrais da política nacional, como Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Novamente, o sabatinado optou por não responder diretamente às questões, mantendo a justificativa de que não poderia antecipar posicionamentos sobre temas que poderiam, eventualmente, chegar ao STF.
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