Lula não irá à posse de Maduro: Entenda o motivo
Diante da evidente fraude eleitoral que culminou com a declaração de vitória de Nicolás Maduro nas eleições venezuelanas de julho de 2024, Lula pretendeu cozinhar o assunto o quanto pôde: não reconheceu a “vitória” do companheiro socialista, como fizeram várias ditaduras mundo afora (e seu partido, o PT), mas também não afirmou categoricamente que a contagem dos votos havia sido fraudada, como fizeram várias democracias mundo afora, algumas delas reconhecendo o oposicionista Edmundo González como presidente eleito. Em vez disso, Lula e o chanceler de facto Celso Amorim flertaram com várias ideias esdrúxulas, incluindo a realização de novas eleições na Venezuela, até se fixarem em um pedido que sabiam ser irrealizável.
Para tentar iludir a opinião pública, o petista passou a insistir na apresentação dos boletins de urna (as chamadas “atas”) como condição para o reconhecimento do resultado. Mas havia um truque: tal apresentação, segundo Lula, só poderia ser feita pela autoridade eleitoral chavista. Era uma forma de contornar o fato de que a oposição já havia divulgado boletins suficientes para atestar a vitória de González, e de que o Centro Carter, observador internacional independente, havia confirmado a fraude. O pedido de Lula, evidentemente, foi ignorado por Maduro, dando início a uma pequena série de provocações que o observador mais atento sabia que deveria encarar com um certo ceticismo.
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