Facções como PCC lucram com bebidas falsas e contrabando: alerta de Rodrigo Pimentel expõe falha na segurança pública
O caso de nove paulistas internados em estado grave após consumir cachaça, vodca e gin adulterados acendeu um alerta sobre um mercado criminoso que movimenta bilhões no Brasil: o de bebidas falsificadas, cigarros contrabandeados e vapes ilegais. Quem denuncia é o capitão da reserva do BOPE e autor de Tropa de Elite, Rodrigo Pimentel, que aponta ligação direta entre esses produtos e facções criminosas como PCC, Comando Vermelho e milícias.
Segundo Pimentel, o metanol — substância química altamente tóxica usada como combustível — é a base da adulteração. O Brasil produziu o composto até 2016, mas, desde então, depende da importação. “Esse produto acaba na mão do adulterador, e quem controla o território autoriza sua utilização. Se você está numa área de milícia, a vodca é falsificada. Se está em área do Comando Vermelho, o cigarro e o vape são contrabandeados”, disse.
Dados da Receita Federal e de órgãos de segurança confirmam que o mercado ilegal de bebidas alcoólicas adulteradas tem crescido no país. Só em 2024, a Polícia Civil de São Paulo apreendeu mais de 500 mil litros de bebidas falsificadas. No mesmo período, o Ministério da Saúde registrou dezenas de internações por intoxicação com metanol, substância que pode causar cegueira e morte.
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