Como o dinheiro influenciará a definição dos candidatos à Presidência
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Se fosse pela vontade da maior parte dos políticos, seus partidos nunca teriam candidato próprio à Presidência da República (a lógica só não vale para o PT, por motivos que abaixo se explicará). Isso porque, com o financiamento privado proibido por lei desde 2015, o dinheiro para as campanhas vem basicamente do Fundo Eleitoral — e ele não é elástico.
Quem lança um candidato ao Planalto tem de reservar uma boa parte dos recursos para a empreitada. Quem não tem candidato próprio fica com mais dinheiro para dividir entre os pleiteantes a deputado, senador e governador. É por isso que hoje, em todos os partidos que acenam com candidaturas à Presidência, há resistência à iniciativa.
No PSDB, essa resistência afeta diretamente o curso das prévias que irão definir se será João Doria ou Eduardo Leite o candidato do partido à sucessão de Bolsonaro.
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