Coordenador e subcoordenadores da Emater renunciam ao cargo e pedem saída do diretor geral
Um grupo de servidores de carreira da Emater-RN, que atualmente exerce funções de Coordenador de Planejamento e Subcoordenadores de Crédito, Pecuária, Agroecologia e Convivência com o Semiárido, entregou nesta segunda (17) uma carta de renúncia endereçada ao diretor geral da instituição, Cesar José de Oliveira.
A carta foi entregue à chefe de gabinete da Emater, Diana Moreira. O momento teve a participação da diretora-presidente da Associação dos Servidores da Emater-RN (Assema-RN), Suzany Figueiredo, e do presidente do Sinai, Santino Arruda, além de servidores e bolsistas da insituição em Natal.
A carta-renúncia apela ao Governo do Estado pela substituição imediata de Cesar Oliveira na direção da Emater e lista uma série de problemas:
– Ingerência na atividade técnica desenvolvida pelos coordenadores, subcoordenadores, gestores regionais e técnicos locais; difícil ambiente institucional;
– inoperância para a sobrevivência da Emater;
– falta de compromisso funcional com os servidores;
– omissão na participação de importantes eventos voltados à agricultura familiar no país; veículos com documentação atrasada e sem manutenção;
– inércia na resolução de problemas institucionais, causando o sucateamento geral da Emater nos municípios onde atua e na sede estadual;
– além de remoção de servidores de forma arbitrária.
Um dos trechos da carta cita “falta de papel higiênico, água, material de limpeza, material de expediente, manutenção de veículos, pneus, internet, regularização do licenciamento dos veículos institucionais, falta de recursos para o desenvolvimento das atividades-fim, decadência na estrutura física dos escritórios, como rachaduras, infiltração, risco elétrico e até teto caído.”
Vale ressaltar que a Emater, que completará 70 anos de existência em 2025 no Rio Grande do Norte, atua nos 167 municípios potiguares, possuiu aproximadamente 200 servidores efetivos, 80 bolsistas, diversos escritórios próprios, centro de treinamento, porém recebe uma cota financeira de 170 mil reais por mês, recurso absurdamente insuficiente para suprir as necessidades básicas. “Por que outras instituições menores recebem cotas bem maiores? Porque claramente esses gestores exercem as funções as quais foram investidos, que é de gerir suas instituições intermediando demandas e resultados junto ao executivo”, menciona a carta de renúncia.
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