Procuradoria denuncia Cabral, Eike e mais seis por corrupção e lavagem de dinheiro

O empresário Eike Batista e o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), foram denunciados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério Público Federal (MPF) em razão das investigações da Operação Eficiência, deflagrada em janeiro.

Outras seis pessoas foram alvos das acusações da procuradoria por corrupção e lavagem de dinheiro. O MPF vai divulgar nomes e crimes atribuídos aos denunciados em entrevista coletiva nesta manhã.

Na quarta (8), a Polícia Federal indiciou 12 pessoas no caso a partir de indícios de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No mesmo dia, Eike foi à cede da polícia federal para prestar um novo depoimento e, mai suma vez, permaneceu calado.

Desdobramento da Operação Calicute, que prendeu Cabral em novembro de 2016, a Eficiência apura desvios de cerca de U$ 100 milhões em contas atribuídas ao ex-governador.

Eike Batista é acusado de pagar propina de US$ 16,5 milhões ao ex-governador, por meio da conta Golden Rock, no TAG Bank do Panamá. Os recursos foram transferidos por meio de um contrato considerado fraudulento de intermediação de venda de uma mina de ouro.

Cabral foi indiciado sob suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, junto com o ex-secretário Wilson Carlos, e os ex-assessores Carlos Emanuel Miranda e Luiz Carlos Bezerra.

FOLHA

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