A proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso pelo governo do presidente Jair Bolsonaro é rejeitada por 51 por cento dos brasileiros e tem o apoio de 41 por cento da população, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira.
Segundo o levantamento, publicado pelo jornal Folha de S.Paulo, a maioria da população é contra as idades mínimas para a aposentadoria. Entre os entrevistados, 65 por cento disseram ser contra a idade mínima de 62 anos para as mulheres se aposentarem, e 53 por cento se opuseram à idade de 65 anos para os homens.
Na média, o brasileiro espera parar de trabalhar aos 61 anos, de acordo com o levantamento, o que representa idade inferior à proposta pela reforma de Bolsonaro.
Em 100 dias, o governo de Jair Bolsonaro cumpriu 1/5 das promessas feitas durante a campanha eleitoral. Dos 58 compromissos firmados no período e que podem claramente ser mensurados, 12 foram cumpridos em sua totalidade, de acordo com levantamento feito pelo G1.
Outros quatro foram parcialmente atendidos, e 40 ainda não foram cumpridos. Dois compromissos não têm como ser avaliados no momento.
Essa é a primeira avaliação que o G1 faz das promessas de campanha de Bolsonaro durante os quatro anos de mandato. A ideia é medir até 2022 se o presidente cumpre o que prometeu na campanha para ser eleito.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, em discurso a um fórum de prefeitos de todo o país, que a aprovação da reforma da Previdência é uma encruzilhada que precisa ser atravessada, e pediu apoio para obter a aprovação no Congresso.
“Gostaríamos de não ter de fazer a reforma da Previdência, mas somos obrigados”, disse Bolsonaro em discurso.O presidente também anunciou que o governo vai apoiar um aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) por meio de emenda constitucional.
“Conversei com o Paulo Guedes ontem, dei o sinal verde, vamos apoiar a majoração do Fundo de Participação dos Municípios com uma emenda constitucional”, disse o presidente, sendo aplaudido na sequência.
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que vai rever todas as demarcações de terras indígenas que for possível reconsiderar e afirmou que a “indústria” da demarcação inviabiliza uma política desenvolvimentista para a região da Amazônia.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro também disse que falou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em enconto recente entre ambos que quer abrir a Amazônia para exploração dos EUA em parceria.
O presidente Jair Bolsonaro anunciou em uma rede social nesta segunda-feira (8) a demissão do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez. De acordo com o chefe do Planalto, o novo ministro será Abraham Weintraub.
“Comunico a todos a indicação do Professor Abraham Weintraub ao cargo de Ministro da Educação. Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao Prof. Velez pelos serviços prestados”, disse
O presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta sexta-feira, em um café da manhã com alguns jornalistas convidados, que o sistema de capitalização incluído no texto da reforma da Previdência poderá ficar para um segundo momento, se houver uma reação forte no Congresso.“Se tiver reação grande, tira da proposta. Alguma coisa vai tirar, tenho consciência disso”, disse Bolsonaro, de acordo com material publicado pelos jornais Folha de S.Paulo, O Globo, Estado de S. Paulo e Valor Econômico, que tinham jornalistas presentes ao encontro.
Bolsonaro disse ainda saber que a proposta será desidratada no Congresso e que o mais importante é idade mínima e tempo de contribuição, e que o restante pode ficar para depois.
O regime de capitalização é considerado central pela equipe econômica para a nova Previdência, mas dependerá de regulamentação pelo Congresso após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para alterar as regras das aposentadorias que está em tramitação.
No entanto, existe resistência nos partidos em relação à forma que foi criada. O PSD, por exemplo, cobrou ontem que a capitalização seja um piso e que seja incluída uma contribuição patronal.
ARTICULAÇÃO
O presidente reconheceu, durante o café, problemas na articulação política do governo e atribuiu isso à falta de vivência política de seus ministros.
Na quinta, ao receber presidentes de partidos, Bolsonaro ouviu reclamações sobre o fato de os ministros não receberem parlamentares e não atenderem demandas e disse aos líderes partidários que isso seria mudado.
Aos jornalistas, Bolsonaro disse que muitas vezes as demandas são coisas simples, mas que seria natural os ministros não darem o retorno que ele pessoalmente daria porque não tem vivência política.
HORÁRIO DE VERÃO
Durante café, o presidente informou que o horário de verão, marcado ainda para o primeiro final de semana de novembro, deve ser terminado. Bolsonaro disse aos jornalistas que está “quase certo” que a mudança de horário será encerrada este ano.
Criado por decreto, pode ser terminado por uma determinação do presidente. O governo faz um estudo para comprovar as informações que a alteração não trouxe economia significativa de energia nos últimos anos.
MEC
O presidente Jair Bolsonaro insinuou que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, deixará o cargo na segunda-feira, 8. Desde que assumiu, Vélez tem enfrentado uma série de problemas na pasta.
“Está bem claro que não está dando certo. É uma pessoa bacana, honesta, mas está faltando gestão, que é uma coisa importantíssima. Vamos tirar a aliança da mão esquerda e pôr na mão direita ou na gaveta”, disse o presidente.
Bolsonaro admitiu que Vélez poderá ser reaproveitado em outra pasta, mas disse não ter decidido onde. “Quem decide sou eu. Segunda é o dia do fico ou não fico. A situação da educação será resolvida”, argumentou ele.
O presidente Jair Bolsonaro confirmou hoje (4) que o governo pagará o 13º benefício do Bolsa Família no final deste ano. A medida está entre as metas dos primeiros 100 dias de governo e será oficialmente anunciada na próxima semana, em um evento no Palácio do Planalto.
“O 13º do Bolsa Família será anunciado na semana que vem, para atingir diretamente os mais necessitados. O recurso virá do combate a fraude [no programa]”, afirmou Bolsonaro, durante transmissão ao vivo em sua página no Facebook.
Na live, o presidente estava acompanhado dos ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). A transmissão semanal, que começou às 19h, durou pouco mais de 27 minutos.
O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse hoje (3) que o presidente Jair Bolsonaro vai receber presidentes de partidos para uma primeira rodada de diálogos em busca de apoio à aprovação da reforma da Previdência. As primeiras reuniões estão agendadas para amanhã (4).
“O tom da conversa [com os presidentes dos partidos] vai ser de convidá-los, a instituição partidária, para que participe desse esforço de construção do entendimento na busca de poder ter a nova Previdência aprovada, para que o Brasil encontre o equilíbrio fiscal”, disse Onyx, que participou na sede do DEM da filiação do prefeito de Curitiba, Rafael Greca, à legenda.
Perguntado se haverá convite para que os partidos integrem oficialmente a base de apoio ao governo, Onyx disse que, para que o governo tenha uma base constituída, é preciso “dialogar, convidar e abrir a porta”. “É o que estamos fazendo. Estamos abrindo a porta à construção dessa base que vai se expressar na votação da nova Previdência em junho”, afirmou.
Encerrando a viagem a Israel, o presidente Jair Bolsonaro disse que vai reservar “meio-dia da agenda no Brasil” para receber parlamentares e conversar.
Segundo ele, está aberto ao diálogo. Afirmou também que, no segundo semestre, pretende visitar países árabes. Os locais estão sendo definidos.O presidente reiterou que a proposta da reforma da Previdência é um projeto para o país e, não de governo.
“Vou deixar pelo menos meio-dia da minha agenda no Brasil para atender deputados e senadores”, disse Bolsonaro em entrevista à TV Record.
O presidente Jair Bolsonaro chegou na madrugada de hoje (31) a Israel, para viagem oficial de três dias. Ele foi recebido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Em uma cerimônia de recepção no aeroporto, Bolsonaro afirmou que a visita visa discutir parcerias entre as duas nações em diversas áreas.
“O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, voltou de Israel entusiasmado com as possibilidades de acordos e parcerias. A cooperação nas áreas de segurança e defesa interessa muito ao Brasil”, disse.
Bolsonaro se referiu à missão da equipe do Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) ao país, em janeiro. O grupo, comandado pelo titular da pasta, Marcos Pontes, realizou reuniões e conheceu projetos em inovações como reuso e dessalinização de água.
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que a crise com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é página virada e que da sua parte não há qualquer problema com o parlamentar, com quem vinha trocando farpas pela imprensa nas últimas semanas.
“Para mim isso foi uma chuva de verão. O Brasil está acima de todos”, disse Bolsonaro a jornalistas ao fim de uma cerimônia em que recebeu a Ordem do Mérito Judiciário Militar. “Da minha parte não tem problema nenhum. Vamos em frente. Página virada.”
Bolsonaro afirmou também que conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e que o governo continua trabalhando para aprovar a reforma da Previdência.
Em entrevista a Datena, o presidente da Câmara Federal disse ainda que a maioria da casa sabe e compreende a urgência de votar a Reforma da Previdência.
O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender hoje (25) a aprovação da reforma da Previdência, em breve discurso durante a cerimônia de assinatura de novos contratos de transmissão de energia no setor elétrico, no Palácio do Planalto.
Ao citar as cifras dos contratos de concessão, que devem gerar investimentos de R$ 13,2 bilhões e 28 mil empregos, o presidente ressaltou que seu governo trabalha a favor da atração de investimentos privados.
“É nesse cenário que também entra nossa proposta de uma nova Previdência, mais justa, mais igualitária, e que possibilitará o equilíbrio das contas públicas do governo federal, estaduais e municipais. É o Brasil voltando a crescer”, afirmou.
Antes que março termine, o presidente Jair Bolsonaro – que esteve nos Estados Unidos e no Chile nos últimos dias – ainda tem pela frente uma viagem a Israel, onde desembarca no próximo domingo (31).
A intensa agenda internacional cumprida ao longo deste mês reuniu em um curto intervalo destinos que já vinham sendo sinalizados, desde a campanha eleitoral, como prioritários para o governo.
Em Israel, Bolsonaro retribuirá a presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em sua posse, mas, principalmente, buscará negociar, ao lado do chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e outros integrantes de seu primeiro escalão – ainda não confirmados – ampliação de trocas na área comercial, em ciência e tecnologia e na cooperação em segurança pública e defesa.
O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), esteve com o presidente Jair Bolsonaro hoje (24), no Palácio da Alvorada. O tema da conversa, segundo o parlamentar, foi a reforma da Previdência.
“Tratamos sobre articulação política, sobre a próxima semana, como retomar os trabalhos para a aprovação da Nova Previdência, a questão dos votos na CCJ, o trabalho junto ao Felipe Francischini [presidente da CCJ] e ao Onyx [Casa Civil]”, disse Major Vitor Hugo, na saída da reunião.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara vai ouvir o ministro da Economia, Paulo Guedes, na terça-feira (26) sobre a proposta de Reforma da Previdência.
O presidente da República Jair Bolsonaro acredita que o Projeto de Lei 1.646/2019 vai recuperar recursos para o Tesouro Nacional. O projeto estabelece medidas para fortalecimento da cobrança ativa junto à União e penaliza contumazes empresas devedoras.
“Projeto do Governo encaminhado ao Congresso visa recuperar R$ 4 bi a mais por ano endurecendo a cobrança de dívidas”, contabiliza Bolsonaro em mensagem no Twitter. Segundo o presidente, “o alvo é o contribuinte com dívida maior do que R$ 15 mi por mais de um ano”.
A postagem assinala que “há grupos que respondem por dívidas de até R$ 40 bi” e aponta que “o foco das ações é o grande devedor”.
A convocação dos aprovados no último concurso público para provimento dos quadros da Polícia Militar foi defendida pelo deputado estadual Coronel Azevedo (PSL). O parlamentar deu prioridade ao tema durante seu pronunciamento na sessão plenária desta quinta-feira (21).
“A imprensa divulgou uma notícia preocupante, de que os concursados em 2018 não têm data para assumir. Isso é preocupante por conta do déficit que existe nos quadros da polícia”, preocupou-se o deputado. De acordo com o parlamentar, o RN conta atualmente com cerca de 8 mil policiais militares, enquanto deveria ter mais de 13 mil, em conformidade com o crescimento populacional do Estado.
O deputado afirmou que obteve informações de que o concurso está na fase do teste de saúde e ainda, seguindo o cronograma do edital, terá o de educação física, investigação social e por fim o curso de formação, que terá duração de dez meses.
Coronel Azevedo também alertou para o déficit na Polícia Civil, de mais de 3 mil policiais. “Isso coloca o Rio Grande do Norte como o quinto menor efetivo de policiais civis, segundo os dados da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais. Sabemos da situação financeira do nosso Estado, mas essa situação é difícil também para os concursados, que querem desempenhar suas funções e nosso mandato tem trabalhado nesse assunto junto ao governo”, observou o parlamentar.
Após uma visita oficial de três dias aos Estados Unidos, a primeira de seu mandato, o presidente Jair Bolsonaro embarca hoje (21) para o Chile, onde participa, no dia seguinte, da Cúpula Presidencial de Integração Sul-Americana.
Além do líder brasileiro, participam do encontro os presidentes da Argentina, do Peru, da Colômbia, do Paraguai, Equador e Chile, segundo informou o Palácio do Planalto.
O destaque do encontro será o lançamento do Prosul, nova comunidade de países latino-americanos que deverá substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O Prosul será formado por 12 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e República Dominicana.
Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (20) mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL):
Ótimo/bom: 34%
Regular: 34%
Ruim/péssimo: 24%
Não sabe/não respondeu: 8%
A avaliação positiva do presidente caiu 15 pontos percentuais desde a posse. Em fevereiro, segundo a pesquisa, 19% consideravam o governo “ruim/péssimo”; 30%, “regular”; e 39% o avaliavam como “bom/ótimo”.
A proposta de reforma da Previdência dos militares será tema hoje (20) de reunião, no Palácio da Alvorada, a partir das 10h. O presidente Jair Bolsonaro deve analisar o texto, acompanhado do vice-presidente Hamilton Mourão, do comandantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha, além do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.
Integrantes da equipe econômica também são esperados.O texto foi preparado pelo Ministério da Defesa e integrantes dos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, analisado pela equipe ecômica e avaliado por Mourão. A expectativa é que a proposta seja encaminhada ao Congresso Nacional nesta quarta-feira, iniciando a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Ontem (19), Mourão disse que caberá a Bolsonaro definir sobre o envio do texto ao Congresso Nacional. No Legislativo, a matéria deverá tramitar paralelamente à proposta de emenda à Constituição que altera as regras para a aposentadoria da população civil. Essa tem sido a exigência de parlamentares para garantir que todos os setores da sociedade estejam incluídos na reforma.