Patrimônio cultural do RN precisa receber mais apoio, dizem artistas
As manifestações culturais tradicionais atravessam séculos e se mantêm vivas no Rio Grande do Norte, mesmo em meio a pouco investimento. O patrimônio cultural imaterial do estado é repleto de bons exemplos de que a arte resiste, se reinventa e segue encantando as novas gerações. Essa cena é apoiada com as leis de incentivo, mas artistas pedem mais apoio e defendem que a cultura popular nordestina esteja inserida também na educação.
Na visão do professor André Carrico, do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, um dos desafios enfrentados pela cultura popular é a visão do senso comum voltada para algo velho. “As pessoas ainda têm uma ideia muito folclorizada da cultura popular, de que é uma cultura que parou no tempo. E não é nada disso. A cultura popular está viva”, diz Carrico.
O RN, diz o professor, tem muitos editais de fomento à cultura, mas ainda é difícil para alguns brincantes populares acessarem esses benefícios. Citando a sua pesquisa, que enfoca o teatro popular de bonecos no Estado, ele observa que muitos mestres e mestras da cultura popular não têm letramento digital para entender os editais.
“As leis ainda são insuficientes. Até porque, no cômputo geral dos orçamentos, em nível municipal, estadual e federal, o que se tem para secretarias e Ministério da Cultura é ínfimo. Temos um problema que é entender a cultura como política de Estado e como investimento, não como gasto”, afirma.
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